segunda-feira, 17 de abril de 2006

Mana Mariana,

Sei que ninguém me autorizou o tratamento.
Nem o tempo, nem a distância, dizendo o seu NÃO repetitivo.
Mas soou bonito e eu gostei
(assim de público, mas foi você que começou...)
Mana Mariana,
A vida é engraçada...
O teu mano eu o vi, contigo, pela última vez
No Costa.
Sei que te falto na incumbência
de que definitivamente não sou capaz
E que as intimidades não somos nós que as damos, elas que se nos dão

Desde uma mensagem tão diáfana no tempo em que te convidava a uma
São Paulo que nem sei se já existiu
Desde um conto de Clarice, semeado ao vento virtual: "por que você
escreveu isso hoje?"
Passando por
um sofá improvisado e de todo coração
um começo de aniversário no meio do carnaval
um bate-boca ébrio no Alcazar
uma tarde a oito mãos e trinta e oito cervejas na Espírito Santo Cardoso
Camarões na beira do Maracanã...
Por uma Procura de Paula
E um encontro da Confraria
No Costa.

Eu lembro, Mana!
(eu que rangi de artroscopia, por semanas...)
Eu sou a Memória. Tu és o Tempo.

Mana Mariana,
Vamos em frente, que não sei bem o que vem por trás
- deve de ter, assim, se não uma explicação, uma satisfação
mínima que seja
E as milenas de iaras hão de nos fazer seguir
ainda que as milhares de hienas sigam a rir
(des)Esperadas
Do Fausto que as regalará

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